
Goleira: Geisieli
Lateral Direita: Aninha
Zagueira: Fernanda Amaral
Meio Campo: Fêh Penido
Luana
EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online
O último título de grande expressão do Atlético-MG foi o Campeonato Brasileiro de 1971, primeira edição do torneio, há 38 anos. Ou seja, ninguém que tenha menos de 40 anos viu o time levantar um troféu nacional.
Ainda assim, a Massa Atleticana é a torcida mais fiel do Brasil. Pelo menos no que se refere à presença no estádio no primeiro turno do atual Brasileirão.
O Galo é o único clube da Série A com média de público superior a 40 mil pagantes nos jogos em casa. Atingiu a marca no empate por 1 a 1 com o Palmeiras, que levou 51.532 pessoas ao estádio.
O time mineiro, aliás, já teve quatro partidas com público superior a 50 mil, sendo que a média de público de todo o campeonato é de apenas 15.442.
O jogo com maior público do torneio até agora foi Flamengo 2 x 1 Atlético-PR, com 68.217 --número maior que a capacidade atual do Mineirão, que é de cerca de 64 mil.
Apesar de não ter conseguido o primeiro lugar, o Atlético-MG foi responsável por nada menos do que seis dos dez maiores públicos até agora.
Na classificação geral, o Flamengo fica em segundo lugar e bem atrás, com 30.792 de média até agora. Em seguida aparecem Grêmio (19.373), São Paulo (18.174) e Corinthians (18.151). O arquirrival Cruzeiro é apenas o sétimo colocado (16.393).
Mas como é que a torcida se mantém fiel ao Atlético-MG, mesmo com a falta de conquistas? Tudo bem que o clube tenha levado diversos Mineiros ou que tenha vencido duas Taças Conmebol (1992 e 1997).
A resposta é: não há explicação. Simplesmente é assim. Não dizem que a torcida corintiana cresceu como nunca na época do jejum de 23 anos? É assim. Paixão sem explicação.
E não é que esteja acontecendo um fenômeno com o Atlético-MG. Não é uma coisa pontual. Mesmo tendo apenas um título em campo, o Galo já foi campeão de público do Brasileirão em nove oportunidades. Fica atrás só do Flamengo, com 11, e à frente do Corinthians, com 5.
Até mesmo quando estava na Série B, em 2006, o Atlético-MG conseguiu o feito de ter um jogo com recorde de público das três divisões então existentes: 57.851 em uma goleada sobre o Avaí.
O Atlético-MG é um time da massa, um time do povo. Se 38 anos sem grandes conquistas não mudaram isso, nada vai mudar.
Mas título em campo também não faz mal a ninguém, não é mesmo?
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Para registro, a camisa atual do Atlético-MG, sem patrocínio, é a mais bonita do Brasil atualmente.
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![]() | Eduardo Vieira da Costa, 32, foi repórter do diário "Lance" e da Folha Online, onde atualmente é editor de Esporte. Escreve a coluna Regra 10, semanalmente, às sextas-feiras, além de comentar futebol em podcast neste mesmo dia. |

(Texto de hoje na Folha) Escrito por Torero às 08h22
Neste fim de semana resolvi conhecer um pouco melhor a maior torcida do Brasil. Não, não estou falando de flamenguistas ou corintianos. Hoje, a maior torcida do Brasil é outra. É a do Clube Atlético Mineiro. Pelo menos quando se fala em torcida nos estádios.
Se o leitor duvida e a leitora desconfia, podem olhar lá no site na CBF. Nos jogos em casa, ninguém leva mais torcedores que o Galo. Ninguém nem chega perto. Ele tem 39.709 torcedores em média. O Flamengo, segundo colocado, está 9 mil torcedores atrás. Nem se somarmos gremistas (19.373) e são-paulinos (18.174), terceiros e quartos colocados, eles alcançam o clube mineiro. E o Corinthians (18.151) está apenas em quinto lugar. Ou seja, a torcida do Galo está dando uma surra nas outras. E a melhor das surras, a surra metafórica.
Curiosamente, quando cheguei ao Pacaembu, a arquibancada destinada aos visitantes estava ocupada em apenas um terço. Era uma torcida familiar, com muitos velhos, mulheres e crianças. Fiz uma pesquisa com as pessoas em torno e vi que a grande maioria era de mineiros que vieram trabalhar em São Paulo.
Por acaso, ou não, sentei-me perto de duas senhoritas: Gabriella, com dois eles, e Elen, com um ele só. Como é comum nas mulheres, elas possuíam teses interessantes sobre futebol. A primeira disse que se houvesse um Brasileiro a cada dois meses seria mais divertido. “Aí todo mundo ganhava um e ninguém ficava triste”. A segunda confessou que torcia para que o Atlético não fizesse um gol logo de cara, pois assim o Corinthians não viria para cima deles.
Às 16h00 em ponto chegou a Galoucura, principal torcida organizada do Atlético, e ocupou outro terço da arquibancada. Chegou bem-humorada e cantando uma música que dizia “a Galoucura nunca para de cantar”. Em suas camisas, lia-se uma frase do filme 300: “Não lhes dêem nada, mas retirem deles, tudo”. Também poderia ser um slogan da classe política em relação aos seus eleitores.
A arquibancada ficou claramente dividida. Na parte de cima, os torcedores comuns. Na de baixo, os organizados. A Galoucura deu uma grande animada nos comuns. Todos levantaram e assistiram ao jogo em pé. Mesmo porque, com a organizada levantada, ninguém enxergaria o jogo sentado. Foi uma convivência pacífica, tanto que vi alguns comuns comprando camisas e adesivos da Galoucura.
Quando começou a partida, com o time mineiro meio confuso e lento (eram seis desfalques), os comuns se mostraram apreensivos. Já os da organizada batucavam sem parar. Só pararam aos 26’ do primeiro tempo, quando Dentinho fez 1 a 0.
Enquanto os corintianos davam um grito que ecoava pelo Pacaembu, na arquibancada ninguém falava uma palavra e mesmo o batuque da Galoucura emudeceu. Fez-se um silêncio de quando se fecha caixão em velório.
Mas, alguns segundos depois, a torcida recomeçou com sua música e os comuns ressuscitaram. “Vamos virar”, disse um otimista com rabo de cavalo à minha frente.
Depois deste primeiro gol, começou uma certa animosidade entre a Galoucura e os corintianos do tobogã, a arquibancada ao lado. Os mineiros começaram a cantar músicas pouco elogiosas, como “Doutor, eu não me engano, fdp é corintiano”. De lá, os corintianos também cantavam músicas e versos ofensivos. Mas não se escutava nada do lado de cá. Provavelmente, também não se ouvia nada do lado de lá.
No começo do segundo tempo, os comuns ainda estavam otimistas. Quando o Corinthians ia cobrar uma falta perigosa, o sujeito com rabo de cavalo chegou a dizer: “É o começo da reação. A bola vai bater na barreira e vamos fazer gol no contra ataque”. Mas os otimistas raramente acertam. Alguns instantes depois o Corinthians faria 2 a 0, num belo chute de Boquita.
Então veio a expulsão do atleticano Renan e as esperanças acabaram de vez. Os comuns começaram a ir embora. A Galoucura, sem mais interesse no jogo, ocupou-se em trocar insultos com os corintianos.
E a conclusão a que cheguei é que a maior torcida dos estádios brasileiros não tem nada especial. É só gente comum. Se é que isso é pouco e não, tudo.


Ó Atlético, alvo e branco.
Escuro, claro e para sempre.
Branco e alvo, Ó Atlético.
Mineiro e pungente.
Amor sem defeito, alvinegro.
Meu primeiro amor. Branco e preto.
Não agride e não limita o meu apego.
Ó Atlético, alvo e branco.
És talento.
Meu amor, inesgotável.
Araceli - Técnica do Time Feminino do Galo no Orkut.

Fotos: Araceli Rodrigues
Salve, salve Massa!
Hôme gente boa é sinônimo de amigo. Mulher gata vestida com o Manto Sagrado, pedido de casamento! Na hora, sem pestanejar. Ah, se eu estivesse neste lançamento, voltava comprometido pra casa para as minhas próximas duas encarnações… Rá! Falta de convite é o que não foi. Agradeço ao convite feito pelo assessor de imprensa, Domênico Bhering, mas compromissos profissionais me fizeram estar no interior de São Paulo nesta terça-feira. Estava na terra de Guilherme, o Matador.
Representou-me a querida Araceli Rodrigues, autora das fotos. Ela procurou mais os ângulos masculinos, devidamente rechaçados pelo Blogueiro. Agradam-me as moçoilas, como sói acontecer a este atleticano de boas raízes e firmes propósito. E o material apresentado foi de primeira qualidade.
Fiquei satisfeito com o Manto Sagrado 2009. Da japona à camisa de treino, passando pelo uniforme do goleiro à tradicionalíssima listrada, peça a ser adquirida em primeiro lugar, todas foram elaboradas com muito bom gosto. Não sou crítico de moda - aliás, isso não é coisa de atleticano - mas me pareceu tudo em seu devido lugar.
O número em amarelo, na listrada, e o estilo europeu da branca chamaram a atenção. Prefiro o amarelo acompanhando o preto e branco, lembrando um pouco a Juventus, do que o vermelho. Preto e vermelho são cores de mau agouro. Eca! A laranja e preta achei ousada. Será realmente de treino, ou será o uniforme número 3? Não sei… Por mim, comprava todas. Tomara que eu acerte as seis dezenas dessa quarta-feira.
Parabéns, diretoria. Parabéns, Lotto. Acertaram a mão! Pra variar, algum congestionamento nas lojas virtuais para a aquisição do novo material. Problemas comuns na vida do maior vendedor de produtos oficiais. A grana pro feijão é curta, mas o Atlético é mais importante que o feijão e quaisquer outros grãos.
Raça e espora afiada. Sempre!




"Pelo sonho é que vamos
